Fomos dois

O corpo jaz estagnado na cama, ele sua, os braços e as pernas tremem em espasmos musculares; a mente trabalha descontroladamente e culposamente, criando e reproduzindo os acontecimentos e lhes dando uma continuidade sombria, real.

Ele sente medo. A experiência vai se tornando mais e mais desagradável à medida que, nesse frenesi mental, percebe-se que não há controle. A mente e suas secretas razões, agora, ditam as regras.

Nesses quinze minutos de terror, é possível concluir: foram dois por um momento. Estavam divididos: a mente vivia, o corpo estava morto.

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