A Viagem de Clarice – Parte I

Assim que Clarice abriu os olhos, percebeu que não sabia o lugar em que estava, olhou para o teto rochoso do local e de imediato ouviu um voz grave e rouca ressoar dentro de sua mente.

“Seja bem-vinda Clarice, a sua viagem começa agora. Infelizmente não posso te fornecer muitas informações do lugar onde você se encontra por enquanto; você terá de descobrir sozinha. Mas já te adianto: aqui não é sua casa.”

Clarice levantou devagar, sentia fortes dores nas costas, talvez tenha sofrido uma queda, mas não se lembrava de nada. Sua última recordação foi ter ido dormir após chegar da faculdade ontem, terça-feira.

“Ontem? Que dia seria hoje? Quanto tempo eu perdi? Onde está meu quarto?” Sua mente trabalhava em um turbilhão de perguntas.

Após passar a mão no rosto e se beliscar diversas vezes, Clarice olhou ao redor e observou o estranho local em que se encontrava, uma enorme câmara escura, iluminada apenas por algumas poucas tochas presas nas paredes, estas compostas por um tipo de rocha de cor escarlate escura. A temperatura do ambiente também era excessivamente quente, e logo Clarice começou a suar.

“Eu nunca vi lugar assim na vida, devo estar sonhando, não é possível.”

Ao sentir um tremendo desespero pela situação em que se encontrava, Clarice ouviu o ressoar de uma porta se abrindo bruscamente, olhou ao redor e viu que havia uma porta entreaberta na parede oposta de onde estava, e sem qualquer tipo de ruído dela emergiu uma estranha figura que quase fez Clarice desmaiar.

Um homem de uns dois metros de altura, excessivamente magro, envolto em panos brancos, de braços cruzados e com a cabeça envolta em um turbante parou na abertura da porta.

“Quem é você? O que você quer de mim?” Clarice gritou desesperadamente sentindo o maior temor que já sentira na vida, uma angustiante sensação de morte. Uma outra voz novamente ressoou em sua mente, mas, dessa vez, era calma e acolhedora.

“Olá, estou aqui para te ajudar. Só consigo me comunicar com você por meio de seus próprios pensamentos, e quando você estiver apta para receber minha ajuda e me ouvir. Me chame de Yin. Você está morta Clarice. Aqui é o Inferno.”

(Continua nos próximos posts)

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