Cabresto musical

Sou meio chato pra música. Não que eu tenha gostos extravagantes ou critique demais certos gêneros. Mas porque sou acomodado. É, um acomodado musical. Eu ouço as mesmas coisas que ouvia quando tinha 12 anos, com poucas exceções. Foi nessa idade que deixei de ouvir os CDs do Roberto Carlos do meu pai e passei a ter gosto próprio (amém!) (brincadeira, o Rei é bacana).

O primeiro CD que ganhei foi um do Bob Marley. Foi um daqueles de R$ 9,90, que você compra no Carrefour. Depois disso, estava indo pra praia com meu discman (lembram?) e fui introduzido ao heavy metal pela minha amada prima (sério, obrigado!) durante a viagem. Chegando lá, corri à feirinha para comprar meus dois primeiros discos. Na época, eu não me sentia mal em apoiar a pirataria. Voltei com Metallica e Black Sabbath na sacola.

Era um duelo justo, sem parcialidade, e acabei seguindo carreira com o tio Ozzy. Curto Metallica, mas minha paixão, a partir daquele dia, foi o Black Sabbath. Me orgulho de ter começado cedo no lado bom da música. Ao longo dos últimos 11 anos, entretando, não explorei muito mais da mata densa em volta de mim. Fiquei ali, no meu acampamento. Em todo caso, eu poderia me considerar, sim, uma pessoa “eclética” (apesar de odiar esse adjetivo).

O fato é que, além do heavy metal, eu passeio por rock, hardrock, jazz, blues, pop rock (Nando Reis, não Avril Lavigne), funk (Jamiroquai, não Catra), reggae, samba, rap. Deve ter mais gêneros por aí, mas o que importa é que eu tenho pequenos amores aqui e lá. Não consigo me considerar uma pessoa com problemas por curtir Led Zeppelin e Emicida. São estilos diferentes, mensagens diferentes, momentos diferentes.

Acho que ganho pontos sabendo curtir Adoniran Barbosa e System of a Down. Mas eu os perco na preguiça. Eu ouço os mesmos CDs, álbuns, músicas, trilhas desde sempre! É raro eu conhecer algo novo e colocar no meu iTunes. Eu me satisfaço com o que conheço. Não tenho muita curiosidade musical. Mas não sou fechado também. Sempre que me apresentam coisas novas, eu ouço, baixo, vejo a letra. Apenas não sou proativo.

Se vocês tiverem sugestões, podem mandar. Quem sabe eu não largo um minuto dos dinossauros dos anos 70 para ouvir o que a molecada tem feito nos últimos tempos?

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