A Esquina do Cemitério

Dobra-se a esquina fria,

assim como se dobra o tempo.

Velocidade constante

diante da estagnação da morte.

Um olhar recai sobre ele,

outra sombra de medo na próxima esquina.

São apenas dois muros mudos,

que dobram a esquina.

Enquanto isso, eles ali no cemitério.

Dobram os dias, os meses, os anos.

Exalam uma penumbra fria

sobre aqueles que os lembram.

Fazem arder de inquietação aquela esquina.

Aquele povoado mudo e inerte conquista, eternamente, um quarteirão.

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