Vaidade

O intelecto, como um meio para a conservação do indivíduo, desdobra suas forças mestras na dissimulação, pois este é o meio pelo qual os indivíduos mais fracos, menos robustos, se conservam, aqueles aos quais está vedado travar uma luta pela existência com chifres ou presas aguçadas. No ser humano, essa arte do disfarce chega a seu ápice; aqui o engano, o lisonjear, o empréstimo, o mascarar-se, a convenção dissimulante, o jogo teatral diante dos outros e diante de si mesmo, em suma, o constante bater de asas em torno dessa única chama que é a vaidade, é a tal ponto a regra e a lei, que nada há de mais inconcebível que a aparição de um instinto de verdade honesta e pura no ser humano“.

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