Sidarta Gautama e as quatro nobres verdades

Sidarta Gautama, também conhecido como “o iluminado”, o Buda, nasceu na cidade de Lumbini, no Nepal, por volta de 560 a.C, e viveu o resto de sua vida na Índia. Os escritos antigos relatam que seu pai era um nobre, e durante sua juventude, Gautama desfrutou de todos os prazeres imagináveis da luxúria, dos prazeres sensoriais e materiais.

Insatisfeito com a vida privilegiada de luxo e status, e também consciente de toda a miséria do mundo, das doenças, velhice e morte, que inevitavelmente trazem infindável sofrimento aos humanos, deixou seu lar, sua esposa e filho para dedicar-se à vida espiritual.

Durante alguns anos seguiu os preceitos do ascetismo, vivendo uma vida de abnegação e total desapego material. Durante suas meditações e reflexões, concluiu que, na realidade, nada disso o satisfazia, nada disso trazia a paz de espírito que buscava. Decidiu trilhar, então, “o caminho do meio” (também conhecido como “o caminho óctuplo”), e atingiu a iluminação budista quando meditava à sombra de uma árvore.

Embora reverenciado pelos budistas por sua sabedoria, Sidarta Gautama não era um messias, nem um profeta. Não atuava como mensageiro, um enviado divino ou como ponte entre Deus e o Homem. Ao contrário, chegou as suas ideias por meio de sua própria reflexão, de sua razão, e não de qualquer revelação divina. Isso, com absoluta certeza marca o budismo como muito mais uma filosofia do que uma religião.

A busca de Gautama foi filosófica, buscou verdades em sua vida, e sustentou que as verdades que propunha estavam disponíveis por meio do poder da razão, sendo que todos, assim como ele, poderiam atingir a iluminação, e portanto se tornarem seres iluminados.

A vida de Sidarta Gautama nos mostra que ele experimentou os outros caminhos que a vida lhe oferecia, tanto dos prazeres mundanos que desfrutou, quanto da vida de asceta que levou durante os primeiros anos de retiro espiritual. Adquiriu sabedoria e discernimento necessário para saber o que lhe fazia sentido, e propôs seu “caminho do meio”, filosofia seguida até hoje por milhões de budistas em todo o mundo.

As quatro nobres verdade que elenco abaixo são as verdades que Gautama tanto buscava, e que a partir de suas reflexões as entendeu como verdades imutáveis, estudando e praticando, como forma de atingir a iluminação e a natureza de Buda.

1 – A verdade do sofrimento: o sofrimento é inseparável da existência, nos acompanhando desde o nascimento, na doença e durante velhice, até a morte.

2 – A verdade da origem do sofrimento: a causa única do sofrimento é o desejo: o anseio pelos prazeres sensoriais, os apegos aos bens materiais e o desejo do poder mundano.

3 – A verdade do fim do sofrimento: o sofrimento pode acabar por meio do desapego desses anseios e dos apegos expostos na verdade anterior.

4 – A verdade do caminho para o fim do sofrimento: o “caminho do meio”, ou “caminho óctuplo” (consciência correta, ação correta, intenção correta, modo de vida correto, esforço correto, concentração correta, fala correta, compreensão correta) é o único meio verdadeiro para eliminar o desejo e superar o ego, acabando com o sofrimento da natureza humana e alcançando a paz de espírito.

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