O absurdo nosso de cada dia nos dai hoje

Eu sempre sou mestre em artes marciais nos meus sonhos. Outro dia sonhei que saía no tapa com um amigo e ele virava o Miguel Falabella no meio da briga. Tipo um superpoder, sabe? Não deu certo pra ele. Espanquei o cara. Ou melhor, o Falabella. Afinal, eu manjava muito de jeet kune do. E usava um espeto de churrasco também, o que não foi muito justo, admito. De qualquer forma, tanto meu amigo quanto a sua “evolução” eram bem maiores que eu, que apesar de lutar muito ainda continuava magrelo.

Uma coisa que me irrita muito é ficar rico nos sonhos. Ou obter qualquer coisa que me agrade muito. Eu tenho sempre (sempre!) plena consciência de que vou acordar sem aquilo que eu consegui. Uma vez travei uma discussão comigo mesmo. Estava na mansão de Pablo Escobar e tinha que decidir entre arrebentar o Bruce Lee ou sair coletando anéis preciosos pela casa. Eu falei pra mim mesmo: “O sonho vai ser muito mais legal se você cair pra porrada. Você sabe que não vai acordar com esses anéis”. E eu respondi: “Mas eu sempre ganho. Procurar alguma coisa nessa mansão vai ser muito mais desafiador”. Tirei legal com a cara do Bruce!

Também tenho problemas sérios para voar. Uma das coisas que mais tento fazer quando me dou conta que estou sonhando é voar – seguido de bater na geral e transar com todas as mulheres presentes (perceba que o sexo só ganhou o bronze). Daí que, quando consigo alçar voo, eu não continuo, sempre caio planando. Ou caio que nem merda mesmo. Certa vez, estava no topo do Empire State vestindo uma cueca azul e um mocassim amarelo. Resolvi dar aquela passeada pelos céus de Nova York e pulei. Planei por um tempo, passei pela Torre de Pisa e caí. Juro que na hora nem me perguntei como tiram tirado a bicha da Itália e levado pra lá. Só fiquei impressionado porque ela estava reta.

Gosto de sonhar com armas também. Sou meio violento, acho. Outro dia estava recarregando minha espingarda e me preparando para caçar yetis. Eis que surge um bem ao lado do meu parceiro, que era um rottweiler e usava uma pistola daquelas bem longas, tipo Magnum. Atirei e o salvei. Ele agradeceu (em inglês) e fomos conferir o que tínhamos conseguido. Infelizmente, descobrimos que eu havia matado não um yeti, mas o Shaquille O’Neal. Tudo bem que o tamanho é quase igual, mas o Shaq não é nada branco. Foi uma tristeza. Sempre gostei muito dele. Eu só pensava em como os fãs iam me trucidar. Foi bem ruim mesmo.

Como todo mundo, gosto dos sonhos “eróticos”, mas alguns são bem babacas e envolvem mulheres completamente aleatórias. Uma vez sonhei que pegava a Frida Kahlo. Acho que foi quando estava lendo a biografia dela. Em outra, levei a Heloísa Perissé (?) para jantar e ela pediu uma lagosta, que chegou na mesa ainda viva. Deixei ela lá e liguei para um táxi. Enquanto esperava, ela veio me perguntar por que eu tinha ido embora. Disse que ela era cruel com os animais. Ela prontamente sumiu e eu fiquei feliz. Aí chegou o táxi e adivinha quem dirigia? Pois é, tive que voltar com ela e com a lagosta, que foi do meu lado.

Já me disseram que eu deveria acordar e escrever meus sonhos. Mas quem é que faz isso? Eu mal consigo acordar e ligar o chuveiro! De qualquer forma, eu me lembro de alguns e posso começar uns roteiros e ficar rico como o novo queridinho do cinema alternativo. Tim Burton? Woody Allen? Porra nenhuma! O negócio é ver James Santos! (Traduzi pro inglês porque pega mais fácil lá fora).

Sério, preciso capitalizar minha demência de alguma forma…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s