Para quem te alindas?

“Essa mulher tinha a beleza luxuosa que se orna a si mesma, e que os enfeites, longe de realçar, amesquinham; nunca ela me parecia mais linda do que sob essa simplicidade severa”.

Alencar fala de Lúcia, mas é a ti que vejo. Diz-me: que fazes com tantos adornos em tua fronte nestes tempos? A quem queres enternecer? Entende: não venho por ciúme (o qual, infortúnio, ainda nutro). Antes por conselho.

Bem sabes que és tão bela quanto menos te arranjas. Que homem é esse que te anseia tão coberta de adereços? Que ignora o encanto, tão primeiro, de tua tez lívida?

Não cativa quem não te pode compreender! Farás sofrer a ambos! Ele por não ter espírito excelso o bastante. Tu por caçares em outros olhos a chama que inda arde nos meus.

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