Líquido

Um arrepio percorre a espinha. O copo cheio em cima do balcão é cobiçado por todos naquele local; o grande prêmio da noite. É unânime a preferência por mais um trago; é unânime a falta de controle e a necessidade de se atingir o descontrole. A fuga é líquida e certa!

Um borrão se ocupa da mente, logo todas as apreensões se dissolvem. As conversas fluem, as risadas explodem no ar, as mente se esvaziam, as bexigas inflam, as individualidades desaparecem. Somos todos iguais, somos todos os mesmos, com só um objetivo.

Todos já estão dominados. Suas personalidades suprimidas, o equilíbrio prejudicado, os olhos marejados, a fala amolecida. Nada se conclui, nada se quer concluir, o tempo apenas passa. É apenas anestesia. É apenas anestesia de alguma e qualquer dor.

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