Reparação de danos e justiça na filosofia moral de Friedrich Nietzsche

Meses após a apresentação de meu TCC, conforme prometi aos que me pediram o trabalho, segue a versão final da minha monografia para download. Como sabem me graduei em Direito e sempre flertei com a Filosofia, busquei um tema que pudesse agregar ambas as coisas, de uma maneira crítica e visando algum tipo de transformação no mundo jurídico (a carência desse aspecto me assombrou durante toda a graduação). Escolhi estudar a filosofia moral de Nietzsche e utilizar suas ideias sobre reparação de danos, moral, castigo e justiça, utilizando como base o livro “Genealogia da Moral”. Procurei abordar estes conceitos demonstrando como o filsósofo propõe que deveriam ser em uma sociedade considerada evoluída.

Antes que você se pergunte: sim! Utilizei, em 2013, um filósofo do século XIX para propor transformações em institutos consagrados de nossa sociedade. “Como você pode criticar a justiça que tanto evoluiu, com ideias de um livro escrito em 1887?” Pois é. Nietzsche era póstumo.

“O presente trabalho tem como objetivo refletir acerca da crítica feita pela filósofo alemão Friedrich Nietzsche aos conceitos ocidentais de castigo e responsabilidade, atentando ao conceito de reparação de danos rechaçado pelo autor em sua obra Genealogia da Moral, culminando finalmente no conceito de justiça proposto pelo filósofo, analisando especificamente a segunda dissertação da obra: “Culpa”, “Má Consciência” e Coisas Afins. Investigaremos ao longo do trabalho tanto a crítica quanto a proposta de Nietzsche sobre os valores morais, a proposta de transvaloração de todos os valores, e a ineficácia do conceito de reparação de danos que, conforme explica é apenas uma celebração do sentimento de vingança que não repara efetivamente o dano causado, apenas causa júbilo a quem o observa ou, mais ainda, a quem o causa. Além disso, objetivaremos responder, diante da interpretação das obras de Nietzsche, como o ser responsável proposto pelo autor, com sua tábua própria de valores, iria propor a compensação pelos danos causados por ele ou a ele e, em consequência, como poderíamos chegar a um novo significado para o conceito de justiça, e consequentemente à uma sociedade mais evoluída”.

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