Eu quero parar de pensar

Por um minuto que fosse. Quero um vazio. Uma calma completa que bloqueasse qualquer interação mental com o passado, presente, futuro, ou com o meio, ou comigo mesmo. Que bloqueasse a interação com a existência. Quero tirar férias dessa interação. Não, não quero parar de viver. Não quero a morte. Eu só quero parar de pensar. Quero experimentar a vida sem consciência. Quero andar em linha reta, sem pensar na linha reta, ou no andar. Apenas continuar seguindo. Uma folga da consciência da existência. Eu quero conversar sem julgar, sem emitir opiniões; sem senso crítico algum. Quero conversar sem responder. Quero falar baixo. Quero emitir sons, sem ordem, sem porquês, sem objetivos, sem sentido. Ou ouvir, simplesmente, ouvir. Me entreter, sem pensar, sem saber que me entretenho… É pedir muito? Parece que sim. Chega de questionamentos! É tempo de aceitar! Aceitar, calado, simplesmente aceitar… Existir por existir, sem motivo, ter vida, e existir, e pronto. Não dá. Não é… Não chegou esse tempo. Vai chegar? Imagine não dizer sim, nem não… Simplesmente aceitar. Poderia ser apenas por um instante, um alívio momentâneo, como respirar profundamente, como um “pronto, passou…”. Apenas pela experiência. Apenas pela dúvida.

Eu. Quero. Parar. De. Pensar. A dor de cabeça não passa…

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