Masoquismo etéreo

Insisto em criar demônios apenas para limá-los e ouvir-me dizer: “Como é forte! Que anjo, que mártir!”.

Não deixo descansar sob os palmos merecidos de terra toda a doença que já havia expurgado somente para ver, ao espelho, um guerreiro.

Que sentido há nessa contínua tortura? Será vaidade? Ambição? Pois é bem verdade que o sofrimento nos faz melhores, que é o único e irrevogável caminho para a evolução.

Mas… serei assim tão obcecado pelo eu maior que antecipo a crueldade do mundo e inflijo a mim mesmo sua ira? Ou serei precavido, a ponto de provocar feridas de modo a ser só cicatrizes quando a tempestade vier?

A dor virou meu vício…

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