A floricultura

Há uma floricultura na Gentil de Moura. Antiga, pequena, daquelas que você olha e se pergunta: “Como sobrevive?”. Ora, dos românticos, dos enamorados!

Há uma floricultura na Gentil de Moura. Todos os dias eu passo à sua porta e todos os dias penso que gostaria de ter alguém para quem comprar uma rosa.

Há uma floricultura na Gentil de Moura. E ela me faz triste. Me faz triste por ser o lugar onde começam sorrisos que não vejo, abraços que não sinto e amores que não vivo.

Há uma floricultura na Gentil de Moura. Apenas por hoje decidi que ela não me fará triste, que o amor está em todo lugar e existe em muitas formas – aquelas que ignoramos por pressa e por raiva.

Há uma floricultura na Gentil de Moura. Comprei uma rosa. Entreguei-a para uma senhora que sentava cansada em frente à estação do metrô. Ela me devolveu um sorriso sincero. Francamente? A rosa foi de graça.

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