Sanatus est?

Inda não. Tenho, contudo, novos olhos, grandes, um tanto esverdeados, atenciosos. São meus para perscutar, e os meus, dela. Talvez me encontre, afinal, no fim deste tormento.

Sorte é que não tenha ela notado inda minha sina, que ignore o quão assombrado sou por um passado virulento, fantasma impertinente. Desconheço qual reação teria, se compreensiva ou apreensiva.

Sombra da minh’alma, escuta: a um passo estou da liberdade. Todo enfermo encontra, hora ou outra, seu remédio. O meu está à mão, vive, sorri e (me) ama. Agora vai, dissipa! Deixa-me ir.

Minha alta se aproxima. E já nem sabes como me ponho excitado pela sua chegada. Vai, dissipa! E deixa-me ir.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s