Sobre a noite – Parte II

Vem, sono, vem confortar mente enferma. Vem, que tua ausência tenho curado com álcool e tabaco. Vem, que já me ponho doente, desta vez não só por dentro.

Mas vem de mansinho, vem. Vem calmo, e diz lá pro teu amigo que não quero mais tanto surrealismo sombrio, que já estou farto de vê-la de preto no pé de um penhasco, céu a se partir em raios, rosto escorrido de pintura. Não quero mais vê-la assim. Aliás, diz pro teu amigo que não quero vê-la nunca mais.

Vem, então, mas vem leve e limpo. Vem como naqueles dias em que eu não conhecia a dor. Vem como se eu fosse ainda aquele menino do sorriso fácil. Vem, vem como se meu coração não fosse agora um trapo.

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