Não há não?

Por Gabriela Capo

Quando o sim é não, mas o errado vira certo – ou então você não dá duro o suficiente:

Aquela hora extra não remunerada;
Aquele compromisso importantíssimo que o outro não vai poder ir, então você vai no lugar;
Aquela conversa com a pessoa que você mais despreza, mas tem que encarar;
Aquele e-mail respondido às 3h, pra mostrar interesse;
Aquele compromisso com seu amigo que você perdeu porque precisava enviar naquela hora o material prometido pro cliente, que só vai ver no dia seguinte;
Aquele sono perdido porque você teve sua primeira crise de ansiedade, mas o trabalho foi entregue no prazo;
Aqueles 15 minutos a mais;
Aqueles 45 minutos a mais;
Aquela pizza às 23h;
Aquele grupo criado com o cliente pra tornar a comunicação melhor, mas que anula sua privacidade e lista de tarefas prioritárias por um status de sempre disponível;
Aquele comentário que faz você passar por pirada, mas você engole;
Aquele comportamento proibido;
Aquele sorriso forçado, porém essencial;
Aquela multa tomada pra chegar no horário da reunião marcada às 9h em uma cidade caótica;
Aquele enterro que você não foi porque tinha prazo para entregar um relatório;
Aquela gastrite adquirida porque não dá tempo de almoçar;
Aquele horário comercial das 9h às 21h que virou rotina;
Aquele texto que você fez, mas não concorda com o teor dele;
Aquela vida que você perdeu por 5, 10 anos para tentar se adaptar e “vencer”.

O não virou sim. E você, virou o quê?

Para ver mais textos de outras pessoas que colaboraram com este blog, use a tag “contribuição”.

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