Experimente: Sido

Mesmo sem entender uma palavra, gosto muito deste som. Diretamente da Alemanha, apresento-lhes Sido, nome artístico de Paul Würdig, rapper de notável sucesso em seu país.

Bom, não bastasse eu não saber nada de alemão, ainda me arrisco a escrever sobre hip hop, gênero que domino tanto quanto o idioma germânico. Gosto de uma coisa ou outra: quando moleque, ouvia bastante Racionais MC’s e Eminem. Hoje, me atenho a Emicida e Criolo, basicamente.

Como eu já previa quando comecei minha pesquisa, há pouca informação sobre o cara (pelo menos em português, inglês, espanhol… enfim, em uma língua que eu saiba decifrar!). Vamos ao que eu consegui.

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Experimente: Gotan Project

Conheci este som na Argentina, quando passeava pela única avenida da minúscula El Calafate. Bisbilhotava as vitrines em busca de uma blusa de lã quando fui surpreendido por um tango que saía de um alto-falante instalado na frente de uma loja. Mas não era qualquer tango: era tango eletrônico. Eu sei, a ideia soa BEM esquisita, mas a mistura dá certo, acredite.

Gotan Project é uma banda, digamos, globalizada. Formada em Paris, é composta por três músicos e três nacionalidades: o fracês Philippe Cohen Solal, o argentino Eduardo Makaroff e o suíço Christoph H. Müller. E não, o nome não é em homenagem à cidade do Batman. É “tango” ao contrário.

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Experimente: El Efecto

Que banda é essa, meus caros leitores? Que banda é essa! Confesso que quando comecei a ouvir, esbocei um sorriso imediatamente. Percebi que ouvir o álbum Pedras e Sonhos seria uma descoberta atrás da outra, um sorriso atrás do outro. E foi. Nada é previsível nesse álbum. As músicas são extremamente trabalhadas e passeiam por diversos ritmos e instrumentos, do baião ao heavy metal, do triângulo à escaleta, e o mais importante: conservando uma intensa carga emocional e crítica.

As letras são densas e divertidas, contando histórias, provocando, instigando. Sem contar os arranjos de vozes: um verdadeiro afago para os ouvidos. Pra quem gosta de ouvir sons diferentes, é um prato cheio. E pra quem não gosta, pode aprender a começar a gostar agora.

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Experimente: The Gramophones

Tudo começou quando procurava urgentemente por uma banda diferente de blues/rock, atual e de preferência nacional. Depois de ouvir alguns sons antigos e batidos, porém certeiros enquanto pesquisava (o agradável mais do mesmo), encontrei uma tal banda de blues rock do interior paulista: The Gramophones.

A banda, formada por Brunno Cunha (guitarra), Felipe Rangel (vocal), Pedro Guy (baixo) e Mateus Polati (bateria), lançou seu álbum de estréia “Down By The Countryside” no primeiro semestre do ano passado. O disco pode ser ouvido gratuitamente no site: http://thegramophones.bandcamp.com, pode ser adquirido pelo iTunes ou em sua forma física pelo http://thegramophones.tanlup.com.

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Experimente: Vespas Mandarinas

Rock brasileiro sem rodeios, essa é a banda Vespas Mandarinas. Formada por integrantes de outras bandas já conhecidas do cenário do rock underground (ainda existe rock mainstream?) paulistano, as Vespas são: André Dea – baterista do Sugar Kane, Flávio Guarnieri – ex-baixista do Sugar Kane, Thadeu Meneghini – ex-Banzé, e Chuck Hipolitho – ex-Forgotten Boys e atualmente apresentador da MTV e produtor musical.

No dia 09 de abril de 2013 a banda lançou seu primeiro álbum completo: Animal Nacional. Já possuíam dois EPs lançados em 2010 (Da Doo Ron Ron) e em 2011 (Sasha Grey). Eu já havia ouvido alguns desses sons antigos, mas o novo álbum me surpreendeu demais, e positivamente.

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Experimente: Porcupine Tree

Ano passado, em uma das minhas aulas com meu guru da bateria, Mestre Christiano Rocha (conheça: http://www.christianorocha.com), fui apresentado à banda inglesa Porcupine Tree. Ouvi apenas um groove do baterista Gavin Harrison (que assumiu o posto a partir de 2002) em ação com a banda e foi suficiente, a partir desse momento me interessei em ouvir todos os álbuns e assistir todos os shows ao vivo disponíveis.

A banda me encantou pela criatividade e simplicidade em algumas músicas (coisa que no “nicho” do rock progressivo é raro), prezando muito mais pela musicalidade e pelo conjunto da obra, do que para a técnica, para a “fritação” característica de alguns progs (não todos, claro).

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